Por Juliana Zanettini

Consultora de tendências e consumo, professora universitária

As redes sociais atuam como importantes catalisadores de mudanças sociais. A necessidade de interação por meio de plataformas online dispensa barreiras geográficas e contribui para a conexão de milhares de pessoas ao redor do mundo. Nesses espaços, indivíduos registram seus diários através de conteúdo textual e imagético, salientando gostos e preferências que servem como embasamento de pesquisa para os profissionais que desejam compreender hábitos de consumo.

O Instagram, por exemplo, é atualmente uma das principais redes de interação entre pessoas. Digital influencers lá se encontram e, além de registrarem seu dia, alguns ainda chamam atenção para determinados produtos, induzindo seus seguidores a novos padrões de comportamento e consumo e, por conseguinte, levando a um formato de comunicação horizontal.

Instagram de Chiara Ferragni, uma das principais digital influencers da atualidade

Outro aspecto que chama atenção para a popularização do Instagram é a ideia de que as coisas – e principalmente as pessoas – podem ser instagramáveis – uma característica do processo de instamização. A comunicação visual dessa rede social permite filtros que deixam imagens mais atrativas, sendo o que o seu storytelling propõe-se a documentar histórias de vida que, na maioria dos casos, são absurdamente fantásticas.

Nas imagens, @tartinebaker, @poonchic e @giseleofficial

O apreço por belas imagens destaca insumos belamente fotografados. Além disso, as imagens lá publicadas também chamam atenção para padrões de vida a serem seguidos. Tudo é muito colorido, harmônico e feliz; tal é o poder da imagem instagramável. Com base nessa premissa, esse fantástico universo se dispõe a conduzir fontes inspiracionais em termos de cartelas de cores, materiais e shapes extraordinários, pois nada aqui pode passar despercebido. Tudo isso faz parte da tendência da instamização.

Fonte: Audaces.