As indústrias têxtil e de confecção criaram 21,6 mil postos de trabalho com carteira assinada no acumulado de janeiro a julho, o que correspondeu a 53% do total de contratações feitas pela indústria de transformação no país no período. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), compilados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). Em julho, o setor gerou 1.617 postos de trabalho formais, 3% a mais em comparação a julho de 2016. A indústria de transformação gerou 12.594 vagas em julho. No mesmo mês do ano passado, a indústria de transformação fechou 13.298 vagas.

“O setor têxtil e de vestuário está zerando as perdas de vagas do ano passado. O ritmo de retomada do emprego foi mais forte no primeiro semestre, mas, no segundo semestre, a recuperação será menos intensa. No ano, o setor deve gerar 30 mil postos de trabalho formais. Em 2016, o setor fechou 25 mil vagas”, afirmou Fernando Pimentel, presidente da Abit. O executivo ponderou que o setor vai recuperar neste ano os postos de trabalho perdidos em 2016. No entanto, segundo ele, vai levar mais tempo para recuperar todas as perdas causadas no setor pela recessão econômica brasileira. Pimentel observou que, desde 2015, o setor perdeu 126 mil postos de trabalho, fechou em torno de 30 indústrias e, no varejo, 20 mil lojas. “Quando se passa por uma crise dessa magnitude, as empresas fazem ajustes em seus processos para aumentar a produtividade e não retomam o nível de emprego que possuíam antes”, afirmou Pimentel. O presidente da Abit disse ver um cenário favorável para um início de recuperação da produção e das vendas neste ano, mas as indústrias precisariam crescer mais para haver uma recuperação mais intensa do nível de empregos.

Estimativas  

Pimentel acrescentou que a recuperação vista no setor têxtil e de vestuário não é homogênea. Segundo o executivo, as indústrias de jeans e malharia apresentam uma melhora acima da média do setor. Já cama, mesa e banho e o segmento de fiação não vão tão bem. A entidade mantém a previsão de crescimento da produção têxtil em 1% neste ano, para 1,72 milhão de toneladas. Para a produção de vestuário, a Abit prevê crescimento de 2%, para 5,5 bilhões de peças. Para o faturamento do setor têxtil e de confecção, a Abit mantém a projeção de R$ 135 bilhões, com alta de 4,7% em relação a 2016.

Fonte: SINDEPRESTEM.