Quando surgiu em 2014 com peças artesanais, técnicas e matérias primas importadas do Peru, a Nannacay fez o handmade entrar novamente no radar das fashionistas brasileiras e norte-americanas.

Agora ela volta a inovar e suscitar desejo com um recém-chegado insumo, o bagaço do milho, produzido no Paraná. Transformado em palha e tramado, ele dá origem inicialmente à linha Atena, de bolsas redondas em tamanho máxi, que já nascem com o status de hit. “O formato foi inspirado no escudo da deusa Atena. Sou fascinada pela mitologia grega”, revela Marcia Kemp, nome por trás da etiqueta.

Ao ser questionada de onde veio a inspiração da nova leva, ela conta: “Dos artesãos! Por exemplo, visitei uma colaboradora que tinha um quintal repleto de galinhas e pés de laranja. Ao ver aquilo, sugeri a ela decorar as bolsas com penduricalhos com formatos de frutos e aves”.

Para celebrar as novidades, Marcia convidou suas amigas-clientes para protagonizarem a nova campanha que, além de reunir nomes como Livia de Bueno e Patricia Meyer, é repleta de significados – o barco presente nas fotos faz alusão às origens da label, quando a equipe fazia viagens em pequenas embarcações em busca de artesãs.

Obstinada em expandir a manufatura nacional e valorizar o feito a mão, Marcia encara a Nannacay não apenas como uma grife de acessórios, mas um agente transformador, onde moda, economia criativa e hereditariedade de técnicas milenares andam juntas.

“Não me defino como designer, brinco que sou uma espécie de vendedora dos artesãos. A verdade é que não quero me limitar a isso, mas deixar um legado para o mundo”, diz com uma determinação contagiante de quem se envolve do plantio até a chegada das peças às prateleiras de multimarcas internacionais poderosas, como Moda Operadi, Net-à-Porter e, a partir de agosto, Bergdorf Goodman.

Fonte: VOGUE